Há cidades que carregam a indústria no DNA, e São Bernardo é uma delas, carregando esse perfil com destaque nacional. No Dia da Indústria, celebrado nesta segunda-feira (25/5), o município, que ajudou a construir a história da indústria no País, apresenta números que mostram não só a força do passado, mas a consistência do presente no segmento. São Bernardo registrou, somente no primeiro quadrimestre de 2026, US$ 983 milhões em exportações, consolidando-se como terceira maior exportadora do Estado de São Paulo.
Os dados são do Comex Stat, sistema oficial para extração das estatísticas do comércio exterior brasileiro de bens, do Ministério do Desenvolvimento, Industria, Comércio e Serviços. Os principais destinos exportados por São Bernardo são Argentina, que absorve mais de 30% dos produtos exportados, seguida por México, com 13%, Chile, 10%, Peru, com quase 8%, e Estados Unidos, 6,8%. Aproximadamente 46% de tudo o que a cidade exporta está ligado à indústria automotiva, setor que define a identidade econômica de São Bernardo há décadas e que segue como motor mais potente da sua economia.
“São Bernardo não celebra o Dia da Indústria como quem olha para o passado, celebra como quem tem fomentado esse setor que faz parte da nossa história. Somos a terceira maior exportação do Estado, com quase US$ 1 bilhão em exportações no primeiro quadrimestre, a Volkswagen, por exemplo, confirmou R$ 7,2 bilhões em investimentos na planta Anchieta, e estamos dentro do debate da mobilidade elétrica. A indústria de São Bernardo não parou, ela se reinventou. E a Prefeitura está ao lado deste processo em cada etapa”, afirmou o prefeito Marcelo Lima.
Um dos marcos expressivos deste momento foi o compromisso assumido pela Volkswagen de investir R$ 7,2 bilhões até 2028 na planta Anchieta, em São Bernardo, a primeira unidade da montadora fora da Alemanha. O anúncio, feito em encontro com o prefeito Marcelo Lima em 2025, inclui a produção de dois novos veículos na fábrica, com lançamentos previstos para 2026 e 2027. A iniciativa também contou com a participação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC nas negociações, reforçando o modelo de diálogo entre poder público, iniciativa privada e trabalhadores.